SENALBA/RS assegura aumento dos rendimentos para menores salários

Entre os 84 milhões de trabalhadores brasileiros com algum rendimento, os 8,4 milhões que receberam menor rendimento mensal diminuíram sua participação na massa de rendimentos do País, de 1,1% em 2000 para 0,8% em 2010. O valor do rendimento médio real mensal saiu de R$ 134 para R$ 101, uma perda de 24,6%. Os indicadores são do Censo do IBGE. Conforme os dados do instituto, quem ganha menos reduziu o rendimento médio mensal no país.

 Em via contrária e em melhor condição estão os trabalhadores representados pelo SENALBA/RS. Os empregados de Entidades Culturais, Recreativas, de Assistência Social, de Orientação e Formação Profissional, que possuem menores rendimentos, não penas conseguiram repor a inflação, mas aumentaram os seus rendimentos com percentuais de ganho real, obtidos através de negociações realizadas pelo sindicato.

 Segundo o Presidente do SENALBA/RS, Antônio Johann, esse ganho demandou para o sindicato rigoroso acompanhamento da situação econômica, avaliação permanente da variação inflacionária, informações precisas e argumentação assertiva nas negociações. “O sindicato tem de estar fundamentado em dados estatísticos e econômicos precisos ao sentar-se na mesa de negociação com os empregadores”. Ele acrescentou que o ganho real obtido nos últimos anos, para a toda a categoria representada, é resultado da persistência, dedicação e empenho do sindicato. No último ano, por exemplo, o índice de ganho real dos salários foi de 1,53%, além dos 100% da variação medida pelo INPC/IBGE.

 Os dados do Censo do IBGE mostram ainda que a concentração de renda no País permanece enorme. Em 2010, os 10% trabalhadores melhor remunerados ficaram com 45,3% de todos os rendimentos, enquanto os 10% ocupados com menor renda responderam por uma fatia de apenas 1,3% dos rendimentos do País. Conforme a pesquisa, os piores rendimentos médios mensais foram registrados pelos trabalhadores ocupados nos serviços domésticos – R$ 479 – e atividades ligadas à agropecuária, produção florestal, pesca e aquicultura – R$ 744 -.