
A Região da Fronteira debateu na última sexta-feira, dia 7 de novembro, as possibilidades e perspectivas de seu desenvolvimento econômico e social. A 8ª Conferência Internacional Bioma Pampa, realizada na Câmara Municipal de Santana do Livramento, foi promovida pela Força Sindical com apoio da Força Verde e do Instituto Girassol. O evento foi coordenado pelo Diretor de Assuntos Profissionais do SENALBA/RS, Ruben Léo Hahn, que responde interinamente pela Secretaria do Meio Ambiente da Força Sindical/RS. A atividade contou com a presença de especialistas na questão ambiental, do Presidente da Força-RS, Marcelo Furtado e do Vereador de Porto Alegre, Clàudio Janta.
Segundo Janta, a questão climática interessa a toda população, pois será a mais prejudicada com todas as mudanças no ecossistema. Ele defendeu uma reconversão dos incentivos fiscais da indústria automobilística para maior oferta de transportes alternativos, trem, ônibus, metrô. “Tudo isso influencia o clima. Quando se coloca mais carros na rua aumenta o monóxido de carbono”, afirmou.
O palestrante sobre planejamento regional integrado e coordenador do GEAD de infraestrutura da Assembleia Legislativa, Ivan Feloniuk, afirmou que o homem poluiu demais e alterou o clima. “A Usina de Itaipu, por exemplo, está dois metros abaixo do nível normal, e já não é uma das maiores geradoras, resultado das alterações de clima. Nós precisamos encontrar soluções para controlar a recomposição das matas e investir em pequenas barragens”. Ele encerrou sua palestra destacando que é importante integrar as regiões de fronteira para movimentar a economia. “Nesta perspectiva, está faltando política de Estado”.
Outro tema debatido foi a situação das bacias hidrográficas. O Assistente da Diretoria da Itaipu, Luiz Suzuki, apresentou o Programa Cultivando Água Boa. Ele afirmou que somente através da educação ambiental, é possível fazer as mudanças necessárias, incluindo a participação das mulheres e das crianças na ação ambiental. “Desta forma podemos contribui para a soluções para os problemas globais que afetam a humanidade: o aquecimento global, a redução da biodiversidade, a perda dos solos, a contaminação e a diminuição dos recursos hídricos. Suzuki mostrou o trabalho de recomposição e reflorestamento da Itaipu. “Essa ação é feita somente com árvores nativas da região”.
Rubem Léo defendeu a reinserção das mudas nativas para recuperar as beiras de rios e margens das rodovias, porque isso representa o equilíbrio do ecossistema, inclusive fornecendo alimento para pássaros e abelhas, com suas flores e frutos. “Esse processo acelera a estabilidade do sistema natural”.