SENALBA/RS abre atividades do Outubro Rosa

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Palestra sobre saúde bucal

Com duas palestras sobre saúde e violência contra a mulher, o SENALBA/RS abriu na tarde do dia 30 de setembro as atividades do Outubro Rosa. O sindicato integra-se a rede mundial que visa estimular a adoção de procedimentos preventivos pelas mulheres na área da saúde. A atividade contou com a presença de educadores sociais das entidades Lar Esperança e Escola Infantil Primeiros Passos.

Na abertura do evento, o Presidente do SENALBA/RS, Antônio Johann, destacou que a atividade integra a programação dos 50 Anos do SENALBA/RS, que ao invés de realizar um único grande evento, preferiu disseminar uma série de ações que beneficiam a categoria representada pelo sindicato. “Agradeço a receptividade dessa ação pelas vossas entidades e esperamos que iniciativas como essa possam repercutir em mais cidadania, bem estar e qualidade de vida para os empregados dessas entidades”.

Os dentistas do SENALBA/RS Ramiro Barbosa e Laura Cardoso Irgang apresentaram orientações sobre saúde bucal. O intuito é transformar os participantes das palestras em agentes multiplicadores dessas orientações em suas comunidades e ambientes de trabalho. A palestra repassou uma série de orientações com conceitos simples e de fácil aplicabilidade, principalmente pelos educadores das entidades de educação infantil.

A segunda palestra da tarde contou com a presença da advogada Tâmara Biolo Soares, que já atuou na Corte Interamericana de Direitos Humanos. Ela iniciou sua abordagem tratando dos aspectos subjetivos da violência. “As marcas usam as mulheres como objeto para venda de produtos e não como seres pensantes que podem ser líderes e dirigentes. Portanto, coisificam a mulher. Essa realidade, infelizmente, se repete na família, quando o homem é visto como aquele que determina, decide e dirige”.

Tâmara afirmou que existem condutas que historicamente são construídas e que impedem plenamente a humanização da mulher. Por isso, é preciso desvalorizar e desconstruir as práticas que desfazem o ser humano. Ela apresentou também algumas reflexões sobre o assedio moral e sexual. Segundo a advogada, 82% da violência sexual é praticada por pessoas conhecidas da vítima. Mas, há algo de mais destruidor da dignidade feminina. “A sociedade coloca e interpreta o papel da mulher como cuidadora e desvaloriza a atividade de cuidador com baixos salários e míseras vantagens. Para confirmar isso, basta ver o salário que se define para educadores sociais que trabalham em nossas instituições. O Estado não valoriza essa atividade”.

Para a advogada um dos problemas é que a própria mulher não se enxerga como sujeito de direitos. “A estrutura afetiva é construída para reproduzir a discriminação. Isso contribui para um processo de naturalização da violência”. Questionada sobre a missão dos sindicatos, ela recomendou que as entidades sindicais atuem para a implementação de estruturas previstas em convenções internacionais, principalmente da OIT, como a criação de ouvidorias e outros canais nas empresas e instituições, para combater a violência e o assédio sexual e moral contra as mulheres. “É preciso criar um sentimento que desautorize a violência contra a mulher”.

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Público atento aos palestrantes

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Tamara destacou a cultura da violência contra a mulher

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Auditório recebeu muitos participantes