
Sindicatos e organizações da sociedade civil estão realizando grande mobilização com atos políticos em todo o país no dia 14 de dezembro. O dia de Greve Geral convocada pelas Centrais Sindicais será um movimento contrário à perda de direitos dos trabalhadores como está proposto no projeto de Reforma da Previdência. As plenárias de preparação para o evento estão sendo realizadas em todo o país
O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, disse que os sindicatos estão otimistas diante da mobilização, porque diversos setores que defendem os trabalhadores estão engajados na luta em defesa da aposentadoria e de outros benefícios. “O 14 de junho tem tudo para ser um dia grandioso para a nossa luta, mas para isso devemos manter a mobilização e a unidade, firmes nesta semana decisiva”, disse. Uma das ações importantes do dia de greve é a coleta de assinaturas do abaixo-assinado contra a proposta de reforma do governo, para que a pressão seja ainda maior no Congresso Nacional.
Torres acrescentou que se a reforma do governo for aprovada, será muito difícil ter acesso à aposentadoria, haverá o aumento do tempo de contribuição e de trabalho e o valor dos benefícios diminuirá e, ao contrário do que diz o governo, os privilégios continuarão, alerta o sindicalista.
O Presidente do SENALBA/RS, Antônio Johann, afirmou que uma reforma que retira direitos e dignidade não pode ser aprovada pela sociedade brasileira. “A proposta governamental somente penaliza os trabalhadores, mantendo privilégios a quem sempre se beneficiou do recurso público”. Johann acrescentou que o projeto da reforma promove uma mudança estrutural no sistema de seguridade, privatizando a previdência, que vai resultar em lucro para os bancos administradores da previdência social e o fim da segurança da garantia da aposentadoria.