A trajetória do SENALBA/RS é uma consequência da excelência de suas decisões baseadas em princípios, norteadas por concepções e balizadas em análises profundas e informações objetivas sobre as realidades de cada tempo.
A instituição lançou suas raízes no longínquo ano de 1955, quando os empregados do SESI, SESC, SENAI, SENAC e LBA de Porto Alegre tentaram se organizar numa entidade que defendesse os seus interesses profissionais. O incipiente movimento encontrou guarida e logrou êxito no processo MTPS-138.717/71, requerido pela Fundação Kibon, do Rio de Janeiro, em 8 de abril de 1963, no qual a Comissão de Enquadramento Sindical-CES, através de seu relator Nogueira de Paula, decidiu encaminhar ao Ministério do Trabalho e da Previdência Social “a criação da categoria econômica das entidades culturais, recreativas, de assistência social, de orientação e formação profissional no 2o Grupo – Empresas de Difusão Cultural e Artística, da Confederação Nacional de Educação e Cultura e, simultaneamente, propor a criação da categoria profissional dos empregados” desses segmentos.
Em razão dessa proposta, o Ministro de Estado dos Negócios do Trabalho e Previdência Social, Almino Afonso, editou a Portaria no 253, de 17 de junho de 1963, criando a categoria econômica e a categoria profissional indicadas no quadro de atividades e profissões a que se refere o Art. 577 da Consolidação das Leis do trabalho, a qual foi publicada no Diário Oficial da União de 27 de junho de 1963, página 5.579, I Parte.
Tão logo conhecedores da Resolução da CES, os empregados das entidades citadas fizeram veicular no jornal Correio do Povo de Porto Alegre, edição de 23 de maio de 1963, o edital de convocação para a fundação, de aprovação do estatuto e da eleição de diretoria provisória da Associação Profissional.
Na noite do dia 25 de maio de 1963, na sede do Sindicato dos Bancários, instalada no Edifício Cine Cacique, na Rua dos Andradas, 943, atendendo ao Edital, foi dada a fundação da Associação Profissional e eleita a primeira diretoria. A entidade foi prontamente registrada no MTPS/DRT/ RGS sob o no 416, tendo a sua existência estendida até 1966, quando foi expedida a Carta Sindical. Esse procedimento era necessário, uma vez que a legislação da época exigia a criação e funcionamento da Associação Profissional pelo período mínimo de seis meses para ser transformada em sindicato.
Ao realizar e concluir suas atividades, em razão da publicação da Carta Sindical, em 13 de setembro de 1966, o dirigente da associação, Olavo Ferreira Oliveira, agradecendo ao reconhecimento feito pelo empenho da entidade nos procedimentos de registro sindical, afirmou: “Esse reconhecimento serve de prova que o mal da indiferença ainda não contaminou uma grande parcela de homens e que no equilíbrio e harmonia de sentimentos e de ideais, os atuais dirigentes de nosso sindicato podem servir de exemplo e lição. Tanto ontem, quando a justiça e a paz social eram casos de polícia, como hoje, na diversidade dos acontecimentos e em meio às crises surgidas, a imortal soberania do direito trabalhista se amplia, se redobra e se solidifica, como asseguradora da paz e felicidade das classes trabalhadoras”.