
Fórum debateu sustentabilidade e uso dos recursos da biodiversidade
O SENALBA/RS participou de 27 a 30 de janeiro do Fórum Social Mundial da Biodiversidade. O evento aconteceu na cidade de Manaus/AM, reunindo lideranças do Brasil e do exterior para debater as questões relacionadas ao clima, meio ambiente e produção sustentável. O Diretor de Assuntos Profissionais, Ruben Léo Hahn, compareceu à atividade em razão de sua missão de representar o sindicato na Secretaria de Meio Ambiente da Força Sindical/RS.
Hahn destacou que houve um debate profundo e consistente sobre os recursos naturais e sua adequada utilização. Uma das questões importantes foi a discussão da Política Nacional de Plantas Medicinais e Fitoterápicos, uma vez que a Amazônia constitui um manancial de princípios ativos, que estão sendo explorados por multinacionais. A reivindicação dos movimentos sociais é por um controle público e que viabilize uma governabilidade democrática, assegurando benefício dessa riqueza às futuras gerações.
Outro tema importante foi “Trabalho Decente e Meio Ambiente sob a Perspectiva Sindical”. As convenções internacionais têm se debruçado sobre este tema, propugnando a implementação de empregos verdes, com intuito de assegurar a sustentabilidade do planeta e garantir mecanismos que contemplem a proteção dos trabalhadores e as novas formas que fogem ao padrão clássico de relação de emprego.
No final do Fórum Social Mundial da Biodiversidade, os participantes elaboraram a Carta das Organizações e Movimentos Sociais defendendo a mudança de hábitos e destacando que o desafio ambiental atual visa comprometer o cidadão, fazendo com que ocupe o seu espaço e seja co-responsável com a sustentabilidade ambiental, através do conhecimento e da informação. O documento propõe uma ação forte e organizada dos movimentos sociais para o controle dos recursos hídricos com base em planejamento consistente. A proposta é promover um controle de qualidade para proteção, monitoramento e manutenção dos aquíferos existentes no país e adotar sistema de controle público sobre o uso da água.