
Negociação realizada na sede do Sistema FIERGS
Os empregados das áreas de assistência social e formação profissional do setor industrial do Estado terão reajuste salarial de 11,30%. O percentual ficou ligeiramente acima da inflação medida pelos institutos oficiais para o período de dezembro de 2014 a dezembro de 2015. A conquista foi confirmada nesta terça-feira(19 de janeiro), após negociação entre o SENALBA/RS e o SINDEPARS, que representa o setor patronal, realizada na sede do Sistema FIERGS com acompanhamento de SENALBAS do interior. Serão beneficiados os empregados de SESI, SENAI, FIERGS, CIERGS e Instituto Euvaldo Lodi.
A primeira proposta apresentada pelo SENALBA/RS era de reajuste de 100% da inflação acrescido de um ganho real de 3%. A contraproposta do sindicato patronal era de reajuste de somente 5%. Na primeira rodada de negociação, o SENALBA/RS contrapropôs que o reajuste fosse de 11,28% ainda que de forma parcelada , para que não pairasse o sentimento de que o empregador ficasse devendo a inflação passada corroendo o salário do trabalhador.
A proposta foi aceita nesta terça-feira, ficando as parcelas de reajustamento assim distribuídas: 1º de janeiro/16 – 2,75%; 1º de maio/16 – 2,75%; 1º de setembro/16 – 2,75% e 1º de dezembro/16 – 2,60%, perfazendo o índice de 11,30%. Um fator importante é que o reajuste a ser aplicado em 1º de janeiro incide sobre os salários vigentes, contemplando quem teve adequações salariais em 2015.
Outros itens da pauta de negociações que também foram reajustados foram: vale alimentação que subiu para R$ 18,00 e Auxílio creche – R$ 215,00. Segundo o Presidente do SNALBA/RS, Antônio Johann, outro fator importante é que foram mantidas as demais cláusulas anteriores, sem nenhuma perda para os empregados.
Johann afirmou que considerando a recessão econômica do país e, de modo especial, a retração da indústria gaúcha, com raras exceções, a negociação foi muito boa porque assegurou a reposição salarial. “A condição alcançada é favorável porque dá garantia de um ponto de partida seguro para a próxima negociação de reajustamento integral dos salários, em 2017, sem perdas para os empregados”.