Pesquisa revela perfil sócio-econômico dos trabalhadores representados pelo SENALBA/RS

A pesquisa realizada pelo Instituto de Pesquisa de Opinião(IPO) identificou o perfil sócio-econômico dos integrantes da categoria de trabalhadores representada pelo SENALBA/RS. Conforme os dados consolidados, a primeira informação expressiva está ligada à questão de  gênero. 77% dos empregados são do sexo feminino e apenas 23% do sexo masculino. A concentração feminina é mais incidente nas entidades de Assistência Social, onde as mulheres constituem 81% dos empregados.

Quanto à faixa etária, o maior índice está entre os 25 e 34 anos, que perfaz um índice de 34% dos trabalhadores da categoria. Em segundo lugar está a faixa 35 a 44 anos, com 22,5%. Depois a faixa de 18 a 24 anos com 20% e 45 a 54 anos com 13,5%. Acima dos 55 anos, são apenas 8% dos trabalhadores representados pelo sindicato. Quando o levantamento se refere ao nível de educação, ocorre uma concentração no ensino médio, com 43,3%, e superior, com 47,2%. Com ensino fundamental são 5,5% dos trabalhadores e 4% tem pós-graduação.

O Presidente do SENALBA/RS, Antônio Johann, salienta que apesar do bom grau de instrução dos membros da categoria, chama a atenção no levantamento, a falta de uma identidade profissional. “Nosso trabalhador não sabe a que sindicato pertence. É necessário uma definição de profissão a quem é representado pelo SENALBA”. Ele destaca que dever ser empreendido um esforço para criar uma identidade. “Talvez nos definirmos como profissionais de desenvolvimento do bem estar”.

A pesquisa certificou também a condição de renda. 60% recebem entre 3 e 5 salários mínimos. 18,4% tem seus ganhos entre 6 e 10 salários mínimos e 15% recebem de 1 a 2 salários. Recebem acima de 11 salários apensas 5,5%. O dado mais expressivo do perfil da categoria é que 59,2% tem menos de 5 anos na atividade, sendo que 19,5% da categoria tem menos de 1 ano de tempo de serviço. O dado revela um alto índice de rotatividade. Para Johann, a categoria praticamente se renova a cada cinco anos. “Isto demonstra que não se criam vínculos de emprego duradouros. Consequentemente, resulta em menor interesse pelas questões sindicais”.