
O Presidente do SENALBA/RS, Antônio Johann, participa desde a última quarta-feira, em Genebra/Suíça, da 102ª. Conferência Internacional do Trabalho. Ele integra a delegação que representa os trabalhadores do Brasil. Nesta reunião, trabalhadores, empresários e governos discutem as tendências do mercado de trabalho no mundo, a adoção do trabalho decente e o estímulo aos chamados empregos verdes, aqueles ligados à sustentabilidade econômica e ambiental.
O Diretor Geral da Organização Internacional do Trabalho, Gui Ryder, afirmou que o mundo do trabalho está submetido a transformação mais rápida e profunda da história, devido às mudanças demográficas e tecnológicas, da crescente desigualdade, da persistência da pobreza e da lenta recuperação econômica das nações desenvolvidas. Na sua palestra de abertura, Ryder disse que esse contexto provoca sérias dúvidas sobre a possibilidade de alcançar o trabalho decente para todos. “A pergunta que todos se fazem e que alarma o mundo é: de onde vêm os empregos? A interrogação provoca uma preocupação crescente com a situação da juventude”.
Sobre a questão dos empregos verdes, Ryder afirmou que a OIT e as organizações que atuam no mercado de trabalho – governos, empresários e trabalhadores – devem empreender esforços para garantir o futuro do planeta. “Os sistemas de produção e consumo são determinantes para a sustentabilidade do planeta. Por isso, o mundo do trabalho terá de conciliar o seu futuro com o futuro do planeta, para não colocar em risco a vida e a prosperidade do mundo”.

O Presidente Johann salientou que os debates de alto nível da conferência proporcionam a clareza sobre as tendências e o futuro do mercado de trabalho. Numa das discussões, o vice-presidente da Organização Internacional dos Empregadores, Funes de Rioja, defendeu a importância do setor privado para a recuperação econômica dos países da Europa. “A retomada do crescimento depende do setor privado”. Ele afirmou que ocorrem grandes mudanças no mundo do trabalho. “Não existe mais o emprego para toda a vida. Esta nova realidade precisa ser enfrentada. A rigidez não protege os trabalhadores. Quanto mais compreendermos este contexto, mais exitoso seremos em reconstruir o futuro dos trabalhadores”. A conferência prossegue até o dia 20 de junho.