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Evento reúne dirigentes sindicais da Região Sul
Sem o financiamento os sindicatos ficam sem “oxigênio”. Precisamos achar caminhos para assegura a sustentabilidade do movimento sindical. A manifestação é do Presidente da Força Sindical Nacional, Miguel Torres, na abertura do Seminário “O custeio dos sindicatos: aspectos político-jurídicos”. O evento que reúne lideranças sindicais da Região Sul iniciou na noite desta quinta-feira na Praia dos Ingleses, em Florianópolis. O SENALBA/RS está representado pelo Diretor de Patrimônio, Rômolo Gobbato e pelo Presidente Antônio Johann.
O tema do custeio da atividade sindical foi colocado em debate porque em todo o mundo, exceto na Alemanha, o sindicalismo está em crise, por conta da redução do valor dos salários, da redução das contribuições e das interferências externas que reduzem as receitas. Torres defendeu que os trabalhadores organizados devem se articular para a disputa política. “Chegou a hora de eleger lideranças sindicais para os parlamentos, a fim de fortalecer o embate político e a defesa da pauta trabalhista”.
Ele acrescentou que no dia 9 de abril, a Marcha dos Trabalhadores, em São Paulo, mais uma vez, vai expor para a sociedade o desinteresse do Governo Federal para o diálogo com os sindicatos nas questões trabalhistas.
O advogado trabalhista do Paraná, Sandro Lunardi, um dos palestrantes da noite disse o movimento sindical brasileiro suportou várias ditaduras, foi perseguido e se reestruturou para ter vida nova. Conseguiu o reconhecimento jurídico das centrais, tem uma pauta de reivindicações, mas precisa ter iniciativa e criatividade de buscar novas fontes recursos para viabilizar seu custeio. Ele defendeu que o movimento sindical faça uma auto-regulamentação para viabilizar a geração de recursos.
A questão da sustentabilidade, além de jurídica é política. “Precisamos ter sindicatos fortes, com grande representatividade, construídos nas federações e nas centrais, para que ele tenha mais representatividade e condições de alavancar a geração de recursos”, disse Lunardi. Enquanto no mundo as taxas de sindicalização chegam a 20%, no Brasil elas ficam na casa dos 13 a 15%. O dado, no entanto, não é tão preocupante se considerada a foliação partidária, que alcança apenas 10% no Brasil, mesmo com a existência de muitos partidos. Isso indica que o movimento sindical precisa avançar na sua organização e no fortalecimento de sua f orça representativa. Na abertura do evento, o Presidente da Força Sindical Nacional entregou às unidades das F orça Sindical da Região Sul três automóveis para auxiliar nas atividades sindicais.

Johann com presidente da Força Sindical Nacional