
Juruna – Secretário Geral da Força Sindical
Garantir a autonomia e a independência dos sindicatos, impedir a terceirização desenfreada da atividade produtiva, assegurar o trabalho decente e conquistar avanços sociais. Essas foram as principais teses debatidas nesta quinta-feira, durante o 7º Congresso Nacional da Força Sindical, que acontece em Praia Grande/SP. O evento reúne cerca de quatro mil trabalhadores de todo o país.
Uma das maiores dificuldades que o movimento sindical está enfrentando nos últimos tempos é a intervenção indevida do Ministério Público o Trabalho(MPT) na sustentação das instituições sindicais. O órgão está exigindo, inclusive mudanças nos estatutos sociais e alterações descabidas. O Presidente da Federação dos Comerciários da Força Sindical do Rio Grande do Sul, Dionísio Mazui, defendeu que a Força Sindical Nacional busque, através de medidas judiciais, o fim da intervenção do MPT. “Não é competência do Ministério Público do Trabalho interferir no sistema de custeio do movimento sindical e na estrutura orgânica dos sindicatos”. O órgão está exigindo que haja cobrança da contribuição assistencial apenas dos associados, mesmo que todos os trabalhadores da categoria se beneficiem das convenções coletivas negociadas pelos sindicatos. Ele qualifica esta atitude de “abusiva contra a livre organização dos trabalhadores”.
Juruna
Juruna – Secretário Geral da Força Sindical
Um dos temas que ocupou os congressistas nos debates foi a questão da terceirização da atividade produtiva. Os sindicalistas irão promover um movimento nacional contra a aprovação do Projeto de Lei 4330 que amplia a terceirização no Brasil. No dia 6 de agosto, serão realizadas manifestações em todo o país contra essa iniciativa. O Secretário Geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves(Juruna) disse que não é possível eliminar a terceirização, mas negociar uma medida intermediária que garanta os direitos dos trabalhadores. “Ninguém é contra o aumento de empregos, mas essa mudança não pode diminuir salários e reduzir direitos”.
O ex-Ministro e assessor político da Força Sindical, Antônio Rogério Magri, fez eco a esta posição. Ele disse que é impossível se colocar contra o progresso e o avanço da atividade produtiva. Porém, a terceirização deve existir na atividade meio e não na atividade fim. “Isso precariza o mercado de trabalho e as centrais sindicais estão corretas em questionar, com severidade, a proposta como está colocada para aprovação no congresso”.
Os debates também abordaram outros temas como a garantia do trabalho decente e a necessidade dos sindicatos de qualificar os seus processos de comunicação com os trabalhadores das diversas categorias. Nesta sexta-feira, uma grande plenária vai aprovar o plano de trabalho e as diretrizes e programas que irão nortear a ação sindical nos próximos anos. A delegação gaúcha no Congresso Nacional da Força Sindical é formada por mais de 130 pessoas entre delegados, jornalistas e assessores sindicais.

Ex-Ministro Magri
Debates ocorreram durante toda a quinta-feira
Elton Bozzetto – RP 10417