Trabalho para migrantes ainda é desafio no país

           

A quantidade de estrangeiros que procuram ocupação profissional no país despencou a partir de 2014. A informação é do pesquisador do Observatório das Migrações Internacionais, Tadeu Oliveira. “Em 2014, o balanço entre entrada e saída de estrangeiros tinha saldo de 104 mil. Em 2016, caiu para 9 mil”.

            Os haitianos passaram a usar o Brasil só para chegar ao Chile, onde há mais emprego, garante o especialista. Os venezuelanos, no entanto, permanecem no país. “No primeiro trimestre deste ano, mais de mil deles ingressaram no mercado formal de trabalho brasileiro, contra cerca de duzentos no mesmo período do ano passado.

            A ACNUR, agência da ONU para refugiados, e o Ministério do Trabalho encomendaram um estudo para entender esse movimento. É uma migração de motivação econômica de pessoas que querem ficar perto da fronteira para enviar suprimentos e dinheiro, apontam dados preliminares. A nova lei de migração, publicada em maio, permite que imigrantes tenham autorização de permanência mesmo sem emprego, mas ainda falta regulamentação.